Glossário da Geodiversidade

Atualizado em: 21/07/2021 – estamos em constante atualização

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z


A

Ablação: conjunto de processos que inicia o transporte dos detritos das rochas. Sinônimos: denudação, erosão.

Abrasão marinha:

Ação erosiva: conjunto de processos que promovem a retirada e transporte do material produzido pelo intemperismo, ocasionando o desgaste do relevo.

Acumulação: refere-se a deposição do material removido e transportado pelos agentes da erosão.

Afluente: curso de água que deságua em outro curso de água, considerado principal, ou em um lago, contribuindo para o aumento de volume dos mesmos. Sinônimo: tributário.

Agentes endógenos: são os elementos naturais que alteram a forma do modelado superficial terrestre a partir de seu interior e, por isso, são também chamados de agentes internos de transformação do relevo. Cabe ressaltar que compõem essa lista aqueles processos que dependem da energia interna da Terra para funcionarem.

Agentes exógenos:

Água capilar: água da zona de aeração retida na superfície das partículas do solo por tensão superficial e que migra, a partir do lençol freático, para cima, pelo processo de capilaridade.

Água intersticial: água contida nos poros da rocha, do mineral, do solo, do sedimento, etc. por embebimento, adsorção ou por tensão superficial na forma de água molecular (H2O). A água intersticial pode ser facilmente expulsa por aquecimento ao ponto de ebulição da água, distinguindo-se da água estrutural (moléculas de oxidrila) que faz parte da estrutura cristalográfica de minerais hidratados como as argilas.

Águas pluviais: correspondem às águas decorrentes das chuvas.

Alissolo: compreendem solos de baixa fertilidade natural e elevados teores de alumínio extraível (Al3+). Em alguns solos desta classe ocorre um significativo aumento do conteúdo de argila em profundidade, enquanto em outros este aumento é menos pronunciado.

Alpes: sistema de cadeias de montanhas formado pelo ciclo orogenético alpino que ocorreu no Cretáceo e Terciário.

Aluvião: sedimento clástico (areia, cascalho e/ou lama) depositado por um sistema fluvial no leito e nas margens da drenagem, incluindo as planícies de inundação e as áreas deltaicas, com material mais fino extravasado dos canais nas cheias.

Anfilobólio:

Anfibolito: rocha metamórfica na qual a anfibólio (hornblenda) associado a um feldspato básico e a micas, podendo ainda possuir quartzo. É uma rocha pesada e de coloração muito escura.

Ângulo de repouso: valor limite de inclinação que permite a um material inconsolidado e pouco coeso ainda se manter em equilíbrio. Depende da granulometria e da forma dos grãos, além do meio em que se encontra, se aquático ou subaéreo.

Anticlinal: dobra que mostra fechamento para cima, apresentando as rochas mais antigas em seu núcleo.

Aplainamento: processo que caracteriza-se pelo rebaixamento vertical contínuo das vertentes. Requer milhares de anos para decorrer e pode ser dividido em três fases: juventude, maturidade e senilidade, conforme proposição da Teoria do Ciclo Geográfico.

Aplito: rocha ígnea plutônica ou intrusiva similar ao granito, mas de textura fanerítica fina equigranular (grãos de mesmo tamanho, em torno de 1 mm), de aparência açucarada (sacaróide), composta essencialmente por quartzo, feldspato alcalino e plagioclásio, assim podendo der definida como hololeucocrática.

Aquífero: formação porosa (camada ou estrato) de rocha permeável, areia ou cascalho, capaz de armazenar e fornecer quantidades significativas de água.

Arco de ilhas: cadeia de ilhas com forma curvilínea, tal como a cadeia das ilhas Aleutas, geralmente com o lado convexo voltado em direção ao oceano, e bordejada por uma profunda fossa submarina, envolvendo uma profunda bacia marinha. Desenvolve- se nas zonas de colisão entre duas placas tectônicas oceânicas.

Ardósia: rocha metamórfica de granulação fina, fortemente laminada e xistosidade tabular perfeita. Produto de metamorfismo regional de argilitos, siltitos e outros sedimentos clásticos de granulação fina.

Areal: trecho ou área de solo de uma região constituído só de areias. Nos campos de Macapá, por exemplo, surgem estes depósitos, que são denominados regionalmente de areões.

Areia: fragmento de mineral ou de rocha, menor do que grânulo e maior do que silte e, que na escala de Wentworth, corresponde a diâmetro > 64 µm (1/16 mm) e <2 mm. O tamanho de areia, divide-se, granulometricamente, em: areia fina (>1/16mm e <1/4mm), areia média (>1/4 mm e <1 mm) e areia grossa (> 1 mm e < 2mm).

Arenização: termo proposto por Suertegaray (1987) para caracterizar o processo de formação de areais no sudoeste do Rio Grande do Sul. Para a autora, arenização corresponde ao retrabalhamento de depósitos areníticos (pouco consolidados), que promove, nessas áreas, uma dificuldade de fixação de vegetação, devido á constante mobilidade de sedimentos. O processo de arenização resulta da transformação de depósitos mais ou menos consolidados em areia em decorrência da lavagem horizontal e/ ou do solo, promovendo a perda de matéria orgânica e elementos químicos fundamentais à constituição do solo.

Argila: material sedimentar de grãos muito finos. Termo empregado também para designar a fração granulométrica de um sedimento inferior a 0,002mm.

Argilito: rocha sedimentar detrítica constituída essencialmente por partículas argilosas. Distinguem-se de folhelhos e ardósias por não se partir paralelamente à estratificação e não possuir clivagem ardosiana.

Argilomineral: filossilicatos que ocorrem em tamanhos muito pequenos (“tamanho argila”, correspondendo a tamanhos inferiores a 2 micra) e, por isso, não podem ser identificados ao microscópio petrográfico.

Argissolo: são solos minerais com nítida diferenciação entre as camadas ou horizontes, conhecida em campo especialmente pelo aumento, por vezes abrupto, nos teores de argila em profundidade. Apresenta cor mais forte (amarelada, brumada ou avermelhada). Sua retenção de água é maior nos horizontes abaixo da superfície (subsuperficiais), que podem se constituir em um reservatório de água para as plantas.

Ascenção capilar: fenômeno que descreve o movimento da água dos poros do solo, de uma cota inferior para uma cota superior, dirigida pelo gradiente da carga hidráulica e através da interface entre ar e água.

Assoalho marinho:

Assoreamento: consiste do acúmulo de sedimentos desprendidos de erosões e outros materiais levados até rios e lagos pela chuva ou pelo vento.

Astenosfera:

Atmosfera: camada fina de gases, inodora, sem cor, insípida e presa à Terra pela força da gravidade. Compreende uma mistura mecânica estável de gases, sendo que os mais importantes são: nitrogênio, oxigênio (que perfazem cerca de 99% do volume), argônio, dióxido de carbono, ozônio e vapor d’água. Outros gases estão presentes, porém em quantidades muito pequenas, tais como: neônio, criptônio, hélio, metano, hidrogênio etc. A atmosfera está estruturada em três camadas relativamente quentes, separadas por duas camadas relativamente frias.

Atol: recife de coral com forma circular que cresce sobre um alto-fundo submarino, podendo dar origem a uma ilha com uma lagoa rasa no centro.

Avalancha: tipo de movimento de massa rápido, no qual um grande volume de material (gelo, neve, terra ou fragmentos de rocha) é transportado pelo efeito da gravidade para regiões mais baixas.


B

Bacia: uma grande área com depressão central para qual se orienta a drenagem adjacente.

Bacia de captação: são reservatórios feitos nos terrenos e utilizados no controle de enxurradas em estradas vicinais ou propriedades rurais, em forma de bacia, caixa ou terraço.

Bacia de drenagem: área abrangida por um rio ou por um sistema fluvial composto por um curso principal e seus tributários.

Bacia deposicional:

Bacia hidrográfica: 1) Superfície limitada por divisores de água que são drenados por um curso d’água, como um rio e seus tributários, às vezes formando um lago. 2) Área contribuinte, normalmente expressa em Km2. O mesmo que bacia de drenagem.

Bacia lacustre:

Bacia sedimentar: área deprimida da crosta terrestre, de origem tectônica, na qual acumularam-se sedimentos. Área na qual acumularam-se sedimentos em espessura consideravelmente maior que nas regiões adjacentes. Entidade geológica que se refere ao conjunto de rochas sedimentares que guardam relação geométrica e/ou histórica mútua, cuja superfície hoje não necessariamente se comporta como uma bacia de sedimentação. Sua origem está ligada à cinemática da tectônica de placas. A maioria das bacias são formadas em regime extensional ou compressional. As bacias marginais e as transtensionais são do tipo extensional, enquanto o contexto compressional inclui as bacias foreland e as transpressionais. Existem ainda as bacias intracratônicas cuja origem é controvertida.

Bacia sedimentar intracratônica:

Bacia subsequente:

Baía: reentrância fechada do mar na costa marinha com a forma de um golfo fechado, geralmente de dimensões menores do que este, e alargando-se à medida que adentra o continente.

Bajada: área plana situada na porção terminal de um conjunto de pedimentos, na qual acumulam-se os sedimentos provenientes das partes mais elevadas.

Balanço Energético da Terra:

Balanço hídrico: balanço das entradas e saídas de água no interior de uma região hidrológica bem definida (uma bacia hidrográfica, um lago), levando em conta as variações efetivas de acumulação.

Balanço hídrico normal: o mesmo que balanço hídrico.

Balanço hídrico sequencial: o BHS permite acompanhar a disponibilidade de água no solo ao longo dos últimos 90 dias, até a data de seu cálculo, bem como as condições previstas para os próximos quatro dias.

Banco: depósitos de areia ou sedimentos próximos à praia ou em canais fluviais, de formação longa e estreita, situados paralelamente à linha costeira.

Basalto: rocha ígnea vulcânica ou extrusiva, escura e muito finamente cristalina. É o principal constituinte da crosta oceânica. O magma que dá origem ao basalto é produto direto da fusão parcial do manto superior terrestre.

Batólito: grande corpo plutônico intrusivo com área aflorante (ou de afloramento potencial por erosão) de mais de 100km2.

Bauxita: rocha residual laterítica muito aluminosa, geralmente concrecionada, do tipo pisolítico, congregando uma mistura de óxidos e hidóxidos de Al e Fe. Forma-se em áreas de processo de aplainamento, bem drenadas, em clima úmido, sobre rochas aluminosas máficas, sieníticas e outras. Quando com teores de Al mais elevados, a bauxita é o minério de alumínio por excelência.

Bedrock: rocha fresca ou sã que dá origem aos solos locais e que ocorre exposta em afloramentos ou subjacente ao capeamento do solo (regolito), de capas lateríticas e de outras coberturas residuais ou de pequeno transporte.

Biogeografia: ramo da ecologia e da geografia que trata do estudo da distribuição e das relações existentes entre os seres vivos e o ambiente.

Biosfera: região da Terra onde existe vida. Compreende a porção inferior da atmosfera, a hidrosfera e a porção superior da litosfera.

Biotita: mineral do grupo das micas (filossilicatos) que cristaliza no sistema monoclínico, classe prismática e fórmula K (Mg, Fe)3 (AlSiO3O10) (OH)2. Apresenta-se em cristais tabulares ou prismáticos curtos, com planos basais bem nítidos, sendo que as folhas delgadas mostram cor escura, diferindo da muscovita, que se apresenta quase incolor.

Boqueirão: abertura de um rio ou canal. Quebrada entre montanhas. Trecho de rio entre montanhas, brechão, grotão.

Brecha: rocha clástica de granulação grosseira constituída de fragmentos angulares de rocha (maiores que 2mm), colmatados por matriz de granulação mais fina de natureza igual ou diversa dos fragmentos maiores.

Brejo: terreno plano, encharcado, que aparece nas regiões de cabeceiras ou em zonas de transbordamento de rios.


C

Cabeceira: lugar onde nasce um rio ou um riacho.

Cachoeira: queda de água natural no curso de um rio.

Cadeia montanhosa submarina: conjunto de dobras da crosta oceânica originadas do movimento convergente das placas oceânicas (processo de orogênese).

Cânion: vale longo, de bordas abruptas, que ocorre em regiões de platôs, de montanhas ou encravado na borda de plataformas submarinas, em geral com um curso d’água em seu interior (canion subaéreo) ou apenas servindo de duto para fluxos sedimentares subaquosos (canion submarino). Sinônimo de canhão.

Calcário: rocha sedimentar de origem química, orgânica ou clástica, constituída predominantemente de carbonato de cálcio, principalmente calcita.

Caldeira: depressão em forma de bacia aproximadamente circular. A maior parte das caldeiras vulcânicas é produzida pelo colapso do teto de uma câmara magmática devido à remoção do magma por erupções ou condensação subterrânea. Algumas caldeiras podem ser formadas pela remoção explosiva da parte superior de um vulcão.

Caliche: material carbonático, muitas vezes calcítico ou de nitrato de sódio entre outros sais, derivado de intemperismo químico em climas áridos que se acumula localmente em camadas, permeando e cimentando fragmentos residuais e solos dessas regiões.

Cambissolo: classe de solo constituída por material mineral, não hidromorfico, com horizonte B incipiente, subjacente a qualquer tipo de horizonte superficial.

Campo gravitacional: é gerado nas regiões próximas aos corpos que têm massa. Seu valor é proporcional à massa e inversamente proporcional à distância ao centro do corpo.

Canal: curso de água natural ou artificial, claramente diferenciado, que contém água em movimento, de maneira contínua ou periódica, ou então que estabelece uma interconexão entre dois corpos de água.

Canal anastomosado: canais fluviais que formam um conjunto complexo de canais divergentes (distributários) e convergentes, separados por ilhas ou elevações em um padrão de drenagem anastomosado. A anastomose de canais resulta de um excesso de carga de sedimentos que ocorre quando há forte quebra de energia fluvial por redução do gradiente de relevo ou por mudança súbita de fluxo, como as chuvas torrenciais de curta duração de regiões áridas, ou, ainda, ao encontrar forças de ondas e marés na foz do rio, sendo comuns em sistemas deltaicos.

Canal de drenagem: conjunto de canais que se conectam entre si e que drenam a água da chuva. Também chamado de rede hidrográfica.

Canal meandrante: são canais sinuosos constituindo um padrão característico de rios cuja carga em suspensão e de fundo encontram-se em quantidades mais ou menos equivalentes, de fluxo contínuo e regular. Possui, em geral, um único canal que transborda suas águas no período das chuvas. Possuem competência e capacidade de transporte mais baixas e uniformes que os anastomosados, transportando materiais de granulometria mais fina e mais selecionada.

Canal ramificado: canal fluvial que diverge e após uma distância o braço se reencontra com o leito, formando uma Ilha cercada pelo rio.

Canal retilíneo: aquele canal que percorre seu leito quase que em linha reta; possuem sinuosidade desprezível em relação à sua largura, caracterizando-se pelo baixo volume de carga de fundo, alto volume de carga suspensa e substrato homogêneo. A erosão ocorre ao longo das margens mais profundas.

Canal submarino:

Cânion oceânico: são vales muito profundos, situados no leito oceânico, com os lados íngremes, bem verticalizados. Essa profundidade, em alguns deles, pode atingir até cinco quilômetros.

Cânion submarino:

Carbonatação: processo de solubilização de CO2 na água.

Carga sedimentar: carga de sedimentos que a água do rio transporta. Essa carga depende, entre outras coisas, da velocidade da corrente e do diâmetro das partículas. Quanto maior o diâmetro das partículas, maior o seu peso e, consequentemente, mais intensa tem que ser a corrente para as suspender e transportar.

Carta topográfica: é a carta que inclui acidentes naturais e artificiais, possibilitando a determinação de altitudes, através de curvas de nível e pontos cotados. Também é chamada de carta planialtimétrica.

Cascalho: denominação utilizada para fragmentos grossos com diâmetros compreendidos entre 0,2cm e 2,0cm. Depósito natural de fragmentos de rochas, arredondados e inconsolidados, consistindo predominantemente de partículas maiores que areia.

Caverna: concavidade subterrânea profunda, o mesmo que gruta (vide), comum nos terrenos calcários.

Chernossolo: solos escuros, o que indica que são ricos em matéria orgânica. Os chernossolos são solos poucos expressivos no Brasil, ocorrendo em pequenas áreas distribuídas do sul ao Nordeste do país.

Chuva: fenômeno natural caracterizado por precipitações de água. A água, quando é aquecida pelo Sol ou por outro processo de aquecimento, evapora e se transforma em vapor de água. Em seguida, esse vapor se mistura com o ar e começa a subir, formando nuvens. Ao atingir altitudes elevadas ou encontrar massas de ar frias, o vapor condensa, se transformando novamente em água. Como é pesada e não consegue se sustentar no ar, a água acaba caindo em forma de chuva.

Chuva ácida: chuva enriquecida em substâncias ácidas tais como ácido sulfúrico e ácido nítrico, sendo tais substâncias reproduzidas pela combinação da água atmosférica com os óxidos liberados após a queima de hidrocarbonetos ou liberados por instalações industriais.

Cimentação: processo diagenético que consiste na deposição de cimento nos interstícios dos sedimentos incoerentes, do que resulta a consolidação destes.

Ciclo hidrológico: sucessão de fases percorridas pela água ao passar da atmosfera à terra e vice-versa: evaporação do solo, do mar e das águas continentais; condensação para formar as nuvens; precipitação; acumulação no solo ou nas massas de água, escoamento direto ou retardado para o mar e reevaporação.

Ciclo orogenético: intervalo de tempo durante o qual um segmento crustal evolui até as fases terminais de um orógeno. O conceito tornou-se obsoleto com o reconhecimento da estrutura em placas da crosta terrestre.

Circulação atmosférica: processo de movimentação do ar ou das massas de ar, ocasionado pelas diferenças de pressão e temperatura existentes na atmosfera terrestre.

Circo glacial: depressões em forma de gelo na beira das montanhas, nessas depressões a neve persiste através dos meses de verão e se torna gelo de geleira, a acumulação de neve e gelo nos anfiteatros frequentemente ocorre como o resultado da avalanche de ladeiras circundantes mais altas.

Chapada: tipo de planalto cujo topo é aplainado e as encostas são escarpadas.

Clasto: fragmento de rocha ou de mineral pré-existente contido dentro de uma rocha. As rochas detríticas sedimentares formadas por esses fragmentos denominam-se de rochas clásticas, a exemplo dos conglomerados e arenitos.

Clima: conjunto de estados de tempo meteorológico que caracteriza uma determinada região durante um grande período de tempo, incluindo o comportamento habitual e as flutuações. Resulta das complexas relações entre a atmosfera, geosfera, hidrosfera, criosfera e biosfera

Climas frios:

Clima semiárido:

Clima temperado:

Colina:

Colmatagem:

Colúvio: solo ou fragmentos rochosos transportados ao longo das encostas de morros devido a ação combinada da gravidade e da água.

Combustível fóssil: denominação dada a restos orgânicos, utilizados atualmente para produzir calor ou força através da sua combustão. Inclui petróleo, gás natural e carvão.

Compactação do solo: processo de aumento da densidade do solo, onde ocorre: aumento da resistência do solo, redução da porosidade, redução da permeabilidade, redução da disponibilidade de nutrientes e água.

Condensação: é a passagem da água na fase vapor para a fase líquida, por processos de resfriamento.

Condutividade hidráulica:

Cone de cinzas: monte cônico formado pela acumulação de fragmentos piroclásticos que caem no solo em estado sólido.

Cone de dejeção: depósito formado pela água corrente nas zonas de piemonte. São mais comuns nas regiões de relevo acentuado, no sopé das montanhas.

Cone vulcânico: cone de cinzas ou de escória vulcânica que são ejetadas e se acumulam em torno da boca (vent) vulcânica, formando uma colina de material piroclástico.

Continente: vasta extensão de terra cercada pelas águas oceânicas, correspondendo a cada uma das divisões tradicionais da Terra.

Contração:

Convecção: movimento oscilatório que ocorre em um fluido que apresenta uma temperatura não uniforme, produzindo variações de densidade e propiciando, dessa maneira, a formação de fluxos ascendentes e descendentes.

Cordão litorâneo: depósito de areia ou seixos, mais raramente lama, acumulado a pequena distância e ao longo das costas, pela ação das vagas e correntes. Apresenta uma forma caracteristicamente alongada e sensivelmente paralela à linha de contorno da costa.

Cordilheira montanhosa:

Cornija: é a parte superior do front, sustentada pela camada resistente.

Corrasão: processo de desbaste físico e erosão de rochas através, principalmente, do impacto e/ou atrito de partículas e fragmentos transportados pelo vento (eólica), pela água (fluvial, de marés, correntes) ou pelo gelo (de geleira).

Córrego: pequena passagem de água corrente, ou seja, uma maneira de designar um sulco aberto pelas águas correntes, um regueiro.

Corrente costeira:

Corrente marinha: deslocamentos de enormes porções de águas oceânicas que seguem em várias direções ao longo dos oceanos e mares.

Cordilheira: denominação utilizada para indicar grandes cadeias de montanhas de âmbito regional.

Cordilheira Meso-Oceânica: elevações topográficas do fundo do mar com um rift valley central que se estende no meio dos oceanos (Oceano Atlântico, Oceano Índico) ao longo das bordas de duas placas divergentes onde esta se formando crosta oceânica.

Corrida de lama: deslocamento de massa, geralmente argilosa, impregnada de água. Este descida de material é realizada por efeito da gravidade e da água, que funciona como agente lubrificante.

Corrida de lava: evento vulcânico de escoamento de lava.

Corrida de Detritos: tipo de movimento que se caracteriza por uma massa fluída bastante densa, constituída por lama, água, rochas e outros detritos, capaz de atingir elevadas velocidades e possuir elevado potencial de destruição. Essas características colocam esse tipo de movimento entre os mais catastróficos desastres naturais, com grande potencial de destruição, principalmente quando ocorre em áreas urbanizadas, onde os prejuízos e perdas podem ser enormes.

Costa: zona de largura indeterminada, que se estende para o interior a partir da linha de contorno, e sobre a qual se faz sentir, de algum modo, a ação do mar.

Cratera: depressão formada pelo impacto de um meteorito. Depressão à volta da abertura de um vulcão.

Cratón: parte da crosta terrestre que atingiu estabilidade e foi pouco deformada por períodos prolongados. Em sua acepção mais moderna, os crátons restringem-se às áreas continentalizadas e suas adjacências. Diz-se que um segmento crustal é cratonizado quando anexado, principalmente por colisão, a núcleos estáveis mais antigos, o que ocorre com as partes mais maduras dos cinturões orogênicos.

Creep: movimento coletivo lento do solo. Esse movimento geomorfológico é muito vasto, sendo visível em todas as regiões do globo. Nas zonas de declives mais fortes, o creep pode ser notado com mais facilidade, e seu movimento é mais rápido.

Crioturbação: o mesmo que geliturbação.

Crista: forma de relevo residual alongada, isolada, com vertentes que apresentam declividades fortes e equivalentes, e que se interceptam formando uma linha contínua.

Cristal: sólido homogêneo possuindo ordem interna tridimensional que, sob condições favoráveis, pode manifestar-se externamente por superfícies limitantes, planas, lisas.

Cristalização: processo de formação de cristais a partir de um líquido ou de um gás.

Crioclastia: é o processo de diminuição de temperatura onde a água acumulada nas fraturas e fendas das rochas acaba por passar do estado líquido para o estado sólido. Este acréscimo de volume vai exercer forças expansivas que vão aumentar as fissuras já existentes, ou originam novas fissuras, contribuindo assim para a desagregação da rocha. Rochas muito porosas e fissuradas desagregam-se com mais facilidade que uma rocha pouco porosa e fissurada.

Crosta:

Crosta continental: crosta que corresponde aos continentes e plataformas continentais. Tem composição predominantemente granítica (crosta granítica).

Crosta laterítica: rocha sedimentar, formada pelo intemperismo laterítico, em regiões quentes e úmidas tropicais e subtropicais. Nos estágios intermediários, ricos em ferro e alumínio na fração argila, denominados solos lateríticos.

Crosta oceânica: crosta que está situada sob o oceano. Tem composição essencialmente basáltica (crosta basáltica).

Cuesta: elevação assimétrica tendo um lado escarpado e o outro suave, formada pela erosão de camadas inclinadas com diferentes resistências ao ataque dos agentes de intemperismo.

Curso d’água: qualquer corpo de água fluente. Rios, córregos, riachos, regatos, ribeiros, etc. são cursos de água.

Curva de nível: linha que se apresenta em um mapa ou carta, destinada a retratar matematicamente uma forma de relevo, unindo todos os pontos de igual altitude, situados acima ou abaixo de uma superfície de referência, em geral o nível médio do mar. Curvas de nível muito juntas indicam terreno muito íngreme, abrupto; o afastamento de uma para a outra indica região pouco íngreme.


D

Decaimento radioativo: processo de diminuição da atividade de um nuclídeo radioativo pela transmutação que sofre ao se desintegrar. Desintegração radioativa.

Declive: Inclinação de terreno formando ladeira ou descida.

Declividade: inclinação do relevo em relação ao plano horizontal, podendo ser expressa em graus ou em porcentagem.

Deflação: processo de rebaixamento do terreno, removendo e transportando partículas incoerentes encontradas na superfície.

Degradação dos solos: 1) Compreende os processos de salinização, alcalinização e acidificação, que produzem estados de desequilíbrio físico-químico no solo, tornando-o inapto para o cultivo. 2) Modificações que atingem um solo, passando o mesmo de uma categoria para outra, muito mais elevada, quando a erosão começa a destruir as capas superficiais mais ricas em matéria orgânica.

Denudação: conjunto de processos responsáveis pelo rebaixamento sistemático da superfície da Terra pelos agentes naturais de erosão e intemperismo. É um termo mais amplo do que erosão, embora este seja usado como sinônimo daquele. É também usado como sinônimo de degradação, embora alguns autores atribuam à denudação o processo, e à degradação o resultado deste processo.

Denudação continental: termo geológico que indica a remoção da superfície de uma região por efeito erosivo. Este fenômeno ocorre geralmente por soerguimento regional por atividades tectônicas.

Depósito arenítico:

Depósito glaciário: acúmulo de materiais carregados pelas geleiras, tais como as morainas (vide). Apresentam grande heterogeneidade do material.

Depósito laterítico:

Depósito superficial:

Depressão: forma de relevo que se apresenta em posição altimétrica mais baixa do que porções contíguas.

Depressões de deflação: também denominadas de bacias de deflação. Resultam do processo de deflação (vide). Podem se desenvolver ao ponto de formar oásis em desertos, sendo que para isto é preciso que a depressão alcance o nível freático, atingindo a Zona Saturada, onde os poros das rochas ou entre sedimentos são preenchidos apenas por água.

Deriva continental: teoria que inicialmente postulou o movimento das massas continentais ao longo do tempo geológico, considerando que, anteriormente, os atuais continentes possuíam outras formas e até mesmo se situavam em outras localidades do planeta. Essas observações foram realizadas antes mesmo do conhecimento a respeito das placas tectônicas, o que serviu como uma posterior comprovação da movimentação não só dos continentes terrestres, mas de toda a crosta.

Deriva litorânea:

Descontinuidade de Gutenberg: descontinuidade sísmica que se encontra a uma profundidade de 2 900km, onde a velocidade das ondas longitudinais diminui bruscamente de 14km/s para 8km/s, enquanto as ondas transversais tornam-se fraquíssimas, não conseguindo atravessar a camada que ali se inicia. Representa o limite entre o manto inferior e o núcleo externo.

Descontinuidade de Mohorovicic: descontinuidade sísmica situada na base da crosta (continental e oceânica), onde as ondas longitudinais diminuem sua velocidade de 7,8km/s para 6,3km/s e as ondas transversais, de 4,4km/s para 3,7km/s. Sua profundidade é variável sendo de 30km-40km nos continentes, de até 75km sob os cinturões orogênicos, de 10km-12km nos oceanos, e de até 25km-30km nas dorsais.

Desertificação: processo de transformação de uma determinada região, com modificação de sua características naturais, em um região árida, cuja vegetação é especialmente adaptada à solos estéreis.

Deserto: região na qual as precipitações pluviais são menores do que 100mm anuais, a vegetação é ausente ou escassa e a oscilação térmica é ampla. De acordo com as condições predominantes, em função da situação geográfica, o deserto pode ser frio, temperado ou quente.

Deslizamento: fenômeno provocado pelo escorregamento de materiais sólidos, como solos, rochas, vegetação e/ou material de construção ao longo de terrenos inclinados, denominados de encostas.

Deslizamentos de blocos rochosos: designação genérica para os movimentos do manto de intemperismo ou rocha viva, nas encostas das montanhas. Pode dar-se de forma contínua e lenta, por ação da gravidade e implicando todo o manto de intemperismo ou parte dele. O deslizamento é acelerado pela infiltração excessiva de água proveniente de chuvas torrenciais, por água proveniente do degelo ou por descalçamento da base de taludes de forma natural (erosão) ou artificial (ação antrópica). Pode ser potencializado pela devastação da cobertura vegetal, pela abertura de estradas, pelo corte de barrancos e taludes, etc. A designação desmoronamento restringe-se ao caso em que o deslocamento é mais rápido e brusco.

Deslizamento translacional: quando o escorregamento ocorre em uma superfície relativamente plana e associada a solos mais rasos.

Deslizamento Rotacional

Desmoronamento: vide deslizamento.

Desnudação: trabalho gliptogenético de desbastamento das diversas rochas da superfície do globo. Só pode ser percebida quando se examina a disposição relativa das camadas da crosta terrestre e a superfície do solo. Denudação.

Diabásio: rocha ígnea intrusiva, hipoabissal, básica, de granulação média a fina, constituída essencialmente de feldspato cálcico e piroxênio. Pode conter olivina. Ocorre em forma de diques e sills.

Diagênese: conjunto de processos superficiais e subsuperficiais, físicos e químicos, que atuam sobre os sedimentos, desde a sua deposição até a sua consolidação. Não se incluem na diagênese os processos de transformações das rochas conhecidos como metamorfismo (fenômeno motivado por mudanças de temperatura e pressão, sob condições de profundidade), assim como as alterações superficiais (intemperismo).

Dilatação:

Dinâmica externa: compreende a ação de agentes externos que modelam a superfície terrestre. Como exemplos temos a ação das chuvas, vento, temperatura.

Diorito: rocha plutônica, granular, praticamente sem quartzo, com plagioclásio intermediário e minerais ferromagnesianos, em especial hornblenda.

Dique: ocorrência tabular de uma rocha ígnea hipoabissal alojando-se discordantemente em relação a orientação das estruturas principais da rocha encaixante ou hospedeira. Pode ocorrer em grande número numa área, compondo um enxame de diques.

Dissecação

Dissolução: ação físico-química deletéria que as águas naturais podem exercer sobre materiais por elas percolados. A dissolução deve-se às propriedades de solubilidade destes materiais em água e da reatividade química dos mesmos com os íons transportados pela água.

Divisor de águas: linha que limita as terras drenadas por uma bacia fluvial; linha divisória de águas. O mesmo que interflúvio.

Dobra: curva ou arqueamento de uma estrutura planar tal como estratos rochosos, planos de acamadamento, foliação ou clivagem. É caracterizada por: eixo, plano axial e flanco. Recebe diversas denominações de acordo com sua geometria (dobra aberta, dobra assimétrica, dobra de arrasto, dobra deitada, dobra isoclinal, etc.).

Dolina: cavidade natural em forma de funil, comunicada verticalmente a um sistema de drenagem subterrânea, em região de rochas calcárias. As dolinas atingem diâmetros de até 100 m e profundidades de várias centenas de metros.

Dolomito: rocha sedimentar constituída predominantemente de dolomita – carbonato de cálcio e magnésio.

Domo: dobramento convexo mais ou menos simétrico, com camadas mergulhando em todas as direções, mais ou menos igualmente a partir de um ponto central.

Domo de Sal: termo genérico para uma almofada ou estrutura de sal com cobertura de estratos arqueados.

Dorsal Oceânica: também denominadas de dorsais meso-oceânicas. São feições do relevo submarino que apresentam elevações abruptas em altitudes muito superiores ao seu relevo circundante, formando verdadeiras cadeias de montanhas submersas. Não por acaso, as dorsais oceânicas também recebem o nome de cordilheiras oceânicas ou meso-oceânicas.

Drenagem: (1) Feição linear negativa, produzida por água superficial que escorre e que modela a topografia de uma região. (2) Conjunto de processos ou métodos destinados a coletar, retirar e conduzir a água de percolação de um maciço, estrutura ou escavação.

Drenagem lateral: são drenos paralelos entre si, que controlam a profundidade do nível freático.

Drenagem profunda: objetiva interceptar fluxos das águas subterrâneas e rebaixar o lençol freático, em cortes no solo ou rocha, captando e escoando, de forma a impedir a deterioração progressiva do suporte das camadas dos terraplenos e pavimentos. Essa solução pode ser aplicada no subsolo de edificações, pátios de mineradoras, muros de contenção e taludes, rodovias e ferrovias, entre outros.

Duna: montes de areias móveis, depositadas pela ação do vento dominante.

Duna barcana: possuem formato de lua crescente, formadas em regiões secas com baixa disponibilidade de sedimentos, a vegetação é ausente e as “caudas” se alongam a favor do vento. São geralmente pequenas e de rápida propagação.

Duna longitudinal: duna formando crista de areia extensa e longitudinal à direção predominante do vento com relevos fortes dos dois lados.


E

Eixo: linha imaginária ou concreta capaz de atravessar o centro de um corpo, possibilitando que algo gire ao seu redor.

Elúvio: também denominado de eluvião. São depósitos detríticos ou uma simples capa de detritos resultantes da desintegração da rocha matriz permanecendo in situ.

Encosta: superfícies inclinadas que formam a conexão dinâmica entre a linha divisora de águas e o fundo do vale (talvegue), as encostas também são denominadas de vertentes.

Encosta de talus: depósito sedimentar clástico de sopé de encosta, mal classificado, geralmente com fragmentos grosseiros e angulosos, sem estratificação regular.

Energia cinética da chuva:

Entalhamento:

Epirogênese: termo cunhado por Gilbert (1890), para se referir a um conjunto de processos que resultam no movimento da crosta terrestre, no sentido ascendente ou descendente.

Ergs: o mesmo que deserto de areia.

Erodibilidade do solo: Fator ou capacidade medida de diferentes tipos de solo ou terrenos geológicos de serem erodidos por um determinado agente geológico com definida intensidade de ação.

Erosão:

Erosão em lençol:

Erosão em sulco: ocorre quando o escoamento da água sobre os solos intensifica o seu desgaste a ponto de formar pequenas “linhas” ou cortes no terrenos. Geralmente, esse é o princípio para a formação de erosões mais graves em áreas de declividade.

Erosão em voçoroca: pode ser resultante da combinação de vários tipos de erosão, formando grandes crateras que costumam atingir o lençol freático ou estruturas internas dos solos.

Erosão eólica: processo que consiste na desagregação e remoção de fragmentos e partículas de solo e rocha pela ação combinada do vento e da gravidade.

Erosão fluvial: desgaste de rochas e solos por rios e seus tributários.

Erosão glacial:

Erosão gravitacional: esse tipo de erosão costuma ocorrer em localidades muito inclinadas, como em cadeias montanhosas. Consiste na ruptura e transporte de sedimentos proporcionado pela ação da gravidade, com a deposição gradual de partículas de rochas das localidades mais altas para os pontos de menor altitude.

Erosão laminar: ação do escoamento superficial de águas pluviais ou servidas, na forma de filetes de água, que lavam a superfície do terreno como um todo, com força suficiente para arrastar as partículas desagregadas do solo. Ocorre principalmente em vertentes pouco inclinadas com solo desprotegido da vegetação (“terras desnudas”).

Erosão marinha: também chamada de erosão marítima, é definida como o processo de desgaste, transporte e sedimentação de rochas e solos litorâneos por agentes erosivos. Fundamentalmente, ela pode ser causada pela ação de três fatores: ondas, correntes e marés.

Erosão mecânica: é o tipo de erosão causado pela ação da água das chuvas.

Erosão paralela:

Erosão por embate: ocorre pelo impacto das gotas de chuva no solo, estando este desprovido de vegetação, as partículas são desagregadas sendo facilmente arrastadas pelas enxurradas. Já as partículas mais finas que permanecem em suspensão, atingem camadas mais profundas do solo por eluviação, podendo acontecer destas partículas encontrarem um horizonte que as impeça de passar provocando danos ainda maiores.

Erosão por salpicamento: constitui a primeira etapa do processo erosivo, sendo provocado pelo impacto das gotas de chuva sobre a superfície desprotegida do solo.

Erosão regressiva: tipo de erosão linear ocasionada pelos rios e que se propaga em direção às cabeceiras como tentativa de estabelecer perfis de equilíbrio.

Erosão torrencial:

Erosividade das chuvas: capacidade potencial das chuvas em causar erosão. A sua atuação inicia na primeira fase do processo que é a desagregação, ou seja, a destruição dos agregados que compõem a estrutura do solo.

Erupção vulcânica: Atividade vulcânica que ejeta materiais sólidos, líquidos e gasosos tanto em superfície quanto na atmosfera. Varia desde a extrusão calma até a expulsão tremendamente violenta de piroclastos.

Escarificação: operação de desagregação mecânica dos maciços por meio de equipamentos apropriados.

Escarpa: face ou talude íngreme abruptamente cortando a morfologia, frequentemente apresentando afloramento de rochas. Genericamente distinguem-se as escarpas tectônicas (produzidas por falhamentos) e escarpas de erosão (formada por agentes erosivos).

Escarpa de falha: aquelas escarpas que foram produzidas diretamente pelo falhamento. Resultam de deslocamentos tectônicos verticais na crosta terrestre.

Escarpa de falha herdada

Escala de Atteberg

Escoamento: movimento das águas superficiais ou subterrâneas, sob efeito da gravidade ou de um gradiente de pressão hidráulica.

Escoamento arreico: escoamento onde não há qualquer estruturação em bacias, como nas áreas desérticas.

Escoamento concentrado: ocorre com o acúmulo do volume de água, proveniente do escoamento difuso, formando sulcos bem definidos e com maior velocidade que o escoamento difuso.

Escoamento difuso:

Escoamento em filete: surge no início e ao término de chuvas fortes. O escoamento em filete, ou difuso, é composto de canais anastomosados, onde as águas turbilhonam e oscilam impedidas por pequenos obstáculos, transportando à curta distância, os detritos mais finos, depositando-os rapidamente e deixando os mais grosseiros no lugar.

Escoamento em canal aberto:

Escoamento em lençol:

Escoamento em ravina: também denominado de escoamento concentrado. Compõe-se de pequenos canais hierarquizados, poucos profundos, permanentes enquanto dura a chuva. Efetua-se mesmo em consequência de uma chuva média resultando, ainda, da impermeabilidade da vertente.

Escoamento endorreico: escoamento que possui drenagem interna e não vai até o mar, desembocando em lagos, dissipando-se nas areias do deserto ou perdendo-se nas depressões carsticas.

Escoamento exorreico: quando o escoamento da água ocorre continuamente até o mar, ou seja, quando as bacias desaguam diretamente no mar.

Escoamento fluvial:

Escoamento hipodérmico: também denominado de subsuperficial, esse tipo de escoamento está no limiar entre o escoamento superficial e o escoamento subterrâneo, podendo, em alguns pontos do terreno, interceptar a superfície e engrossar o fluxo superficial ou mesmo fluir verticalmente a partir de sua base para o lençol freático.

Escoamento horizontal:

Escoamento laminar:

Escoamento profundo:

Escoamento subterrâneo:

Escoamento subsuperficial: fluxo de água que ocorre em subsuperficie. A água que percola no solo pode encontrar uma descontinuidade com menor permeabilidade e começar a escorrer lateralmente dentro do solo em subsuperficie.

Escoamento superficial:

Escorregamento: consiste no movimento rápido de massas de solo ou rocha, geralmente bem definidas quanto ao seu volume, cujo centro de gravidade se desloca para baixo e para fora de um talude natural ou de escavação (corte ou aterro).

Escorregamento rotacional: tipo de escorregamento que apresenta a superfície de ruptura de forma curva, podendo ser de talude, quando a superfície de ruptura se desenvolve totalmente acima do sopé do talude, e de base, quando a superfície de ruptura passa abaixo do sopé do talude, sendo que nestas situações a parte inferior do talude é soerguida.

Escorregamento translacional: tipo de escorregamento que apresenta a superfície de ruptura plana. Pode ser classificado como: de rocha, de solo, de rocha e de solo, e remontante.

Esker: também escrito Eskar, ou escara, corresponde a um longo, estreito e sinuoso cume composto de camadas estratificadas de areia e cascalho depositado por uma corrente de água de degelo subglacial ou englacial. Eskers podem variar de 5 a 50 m de altura e ter até 500 m de largura e algumas centenas de pés a dezenas de milhas de comprimento. Eles podem ocorrer inteiros ou como segmentos destacados.

Espeleologia:

Espelho de falha: plano ou superfície entre blocos de falha. Contém geralmente estrias e caneluras paralelas à direção do movimento relativo dos blocos e ressaltos transversais perpendiculares ao mesmo. Sinônimo: espelho tectônico.

Espodossolo: solos predominantemente arenosos, com acúmulo de matéria orgânica e compostos de alumínio em profundidade, podendo ou não conter compostos de ferro. São muito pobres e muito ácidos, sendo peculiares os teores de alumínio extraível relativamente elevados em relação aos outros íons básicos presentes no solo.

Estalactite: feição originada a partir do teto de uma caverna, com as mais diferentes formas, como resultado da precipitação de bicarbonato de cálcio dissolvido na água.

Estalagmite: feição originada a partir do piso de uma caverna, devido à queda de gotas de água enriquecidas de bicarbonato de cálcio.

Estratificação: estrutura de rocha produzida pela deposição de sedimentos em camadas (estratos), lâminas, lentes e outras unidades essencialmente tabulares.

Estuário: corpo aquoso litorâneo que apresenta circulação mais ou menos restrita, porém ainda mantendo-se ligado ao oceano aberto. Muitos estuários correspondem a desembocaduras fluviais afogadas, sendo que outros são apenas canais que drenam zonas pantanosas costeiras. Com base no processo físico dominante pode ser de dois tipos principais: estuários dominados por ondas, também chamados de deltas e estuários dominados por marés, onde se formam os depósitos estuarinos propriamente ditos e onde a dinâmica da corrente fluvial predomina sobre a marinha e, consequentemente, sobre os processos deposicionais associados. Os estuários são ambientes de transição entre os ecossistemas terrestres e os marinhos.

Eustasia: subida e descida universal do nível dos oceanos em função do aquecimento (épocas inter-glaciais) e resfriamento (épocas glaciais) do clima terrestre, provocando a diminuição (degelo) ou o aumento das geleiras, respectivamente. Nas transições para épocas glaciais, as linhas de costa tornam-se emergentes e o nível base de erosão é rebaixado, provocando um rejuvenescimento generalizado dos processos erosivos. Já nos períodos interglaciais ocorre o contrário, formando-se muitos mares interiores, rasos e quentes, além de submersão generalizada de linhas de costa. A causa principal dessas variações está relacionada a ciclos de variação da emissão de energia solar que atinge e aquece a Terra. Outras causas, intrínsecas à Terra, afetam também o clima geral, somando-se ou contrapondo-se à principal: dispersão de energia térmica pelas correntes marinhas e aéreas que dependem da extensão dos mares e dos relevos dos continentes; efeito estufa devido ao CO2 despejado na atmosfera pelo desequilíbrio da fotossíntese em florestas tropicais e, recentemente, pelo homem com indústrias poluentes atuais, etc.

Evaporação:

Evapotranspiração: processo de transferência de água para a atmosfera, por evaporação do solo e de superfícies livres e pela transpiração da vegetação.

Evapotranspiração de referência:

Evapotranspiração potencial: quantidade máxima de água capaz de ser evaporada, num dado clima, de uma cobertura vegetal contínua e bem alimentada em água. Inclui, portanto, a evaporação do solo e a transpiração da vegetação, numa região especificada, num determinado intervalo de tempo, sendo expressa em altura de água.

Evapotranspiração real: quantidade de água transferida para a atmosfera, por evaporação e transpiração, em condições reais de fatores atmosféricos e umidade do solo.

Exutório: ponto mais baixo, no limite de um sistema de drenagem.


F

Faceta

Falésia: escarpa com declividades muito acentuadas e alturas variadas, localizada na linha de contato entre a terra e o mar.

Falha: uma fratura ou uma zona fraturada ao longo da qual houve deslocamento reconhecível, desde alguns centímetros até quilômetros. As paredes são normalmente estriadas e polidas (espelho de falha), resultado dos deslocamentos cisalhantes. Frequentemente a rocha em ambos os lados de uma falha apresenta-se cisalhada, alterada ou intemperizada, resultando em preenchimentos. A espessura de uma falha pode variar de alguns milímetros até dezenas ou centenas de metros. Caracteriza-se por possuir linha de falha, plano de falha e rejeito.

Falha de empurrão: tipo de falha inversa em que o plano de falhamento faz um ângulo pequeno com relação a horizontal e a parte de cima do bloco falado move-se sobre a parte inferior.

Falha de transformação:

Falha horizontal: acontece quando há deslocamento no plano horizontal entre os dois blocos rochosos, sendo mais comum em zonas de encontro entre duas placas tectônicas, quando essas também se movimentam horizontalmente.

Falha inversa: gerada por movimentação compressional em que a capa sobe e a lapa desce.

Falha normal: falha cujo teto aparentemente desceu em relação ao muro tendo sido originada por movimentação extensional.

Falha de rejeito direcional:

Falha transcorrente: falha em que o movimento preferencial ocorreu paralelamente a direção de seu plano e cujos campos de tensões apresentam os tensores compressivo e extensional horizontais ou próximos da horizontal.

Feldspato: constitui uma família de minerais aluminossilicatos de potássio (k-feldspatos como ortoclásio, sanidina), sódio e cálcio (grupo dos plagioclásios), principalmente. Os feldspatos, junto com o quartzo são os constituintes mais comuns das rochas graníticas e granitóides que constituem grande parte das crostas continentais.

Fiorde: termo norueguês aplicado a baías estreitas de um sistema montanhoso, que adentram a terra firme. As encostas são abruptas, tendo sido formadas pela ação das geleiras.

Fissura: extensa rachadura, quebra ou fratura nas rochas, correspondendo a uma descontinuidade do maciço rochoso.

Flanco: região de declive topográfico que margeia o alinhamento de uma região mais elevada ou que compõe as margens de um vale e por onde correm as água pluviais, alimentando o lençol freático para dar origem a linhas de nascentes.

Flowline: água que escoa pelas irregularidades do terreno, formando diversos filetes.

Flume:

Fluxo d’água:

Fluxo de terra: são movimentos de massas fluídas, formando uma lama densa originada pela mistura entre os sedimentos e a água das chuvas. Em virtude da viscosidade desse material, a sua movimentação é rápida e pode atingir grandes áreas em grandes distâncias, provocando transtornos em cidades e rodovias.

Fluxo piroclástico: são gerados diretamente da atividade vulcânica explosiva, a partir da fragmentação de rochas e/ou magma, onde as partículas são dispersas em um meio fluido representado por gases quentes e vapores.

Folhelho: rocha sedimentar finamente laminada, não metamórfica, constituída de material muito fino.

Força endógena: diz-se das forças internas, que dependem da energia interna da Terra, e que provocam modificação na superfície do globo terrestre.

Força exógena: são forças que atuam na parte externa da crosta terrestre, sendo responsáveis pelo modelado do relevo, a exemplo da água corrente, ventos, geleiras e etc.

Formações superficiais: unidades geológicas terciárias e quaternárias cujo conhecimento fornece subsídios para elaboração de programas de uso e ocupação do solo, onde o espaço a ser estudado é definido (caracterizado) de acordo com suas características geológico-geotécnico-pedológicas, homogêneas e etc.

Formas deposicionais:

Formas de relevos iniciais:

Formas de relevo sequenciais:

Fossa marginal: depressões ou abismos submarinos que aparecem na plataforma continental e nas proximidades do litoral.

Fossa oceânica: maior depressão da superfície terrestre, situada entre a placa subductante e a placa superior. O preenchimento sedimentar depende da velocidade de suprimento de detritos, existindo situações de fossas sem assoreamento, enquanto outras estão quase atulhadas por sedimentos hemipelágicos e depósitos de correntes de turbidez.

Fossa submarina: grande depressão encontrada no fundo dos oceanos. O mesmo que abismo submarino. Costuma-se, todavia, reservar a denominação de fossa submarina para a área de maior profundidade de uma depressão.

Fossa tectônica: depressão de forma alongada, enquadrada por uma série de degraus produzidos por falhas paralelas. A Baía de Todos os Santos, no Estado da Bahia, é um exemplo de depressão alongada produzida por desabamento tectônico desse tipo.

Fóssil: resto ou vestígio de animais ou plantas que existiram em épocas anteriores à atual. Prestam-se ao estudo da vida no passado, da paleogeografia e do paleoclima, sendo utilizados ainda na datação e correlação das camadas que os contêm.

Foz: boca de descarga de um rio.

Front: escarpa erosiva (costão) posicionado entre a depressão ortoclinal e o reverso da cuesta. Na região do front localizam-se a cornija e os depósitos de tálus (detritos localizados na base do front).

Fundo de vale: lugar geométrico do vale de um rio, em situação topográfica rebaixada em relação as elevações ao redor, que compreende a área de inundação ou várzea e a calha do rio.

Fundo oceânico: áreas oceânicas, com uma profundidade que pode atingir os 6000 metros. Ocupam cerca de 83% do total dos oceanos. Nele se encontram sedimentos argilosos e margosos.


G

Gabro: rocha ígnea plutônica, granulação grossa a média, que tem no basalto o seu equivalente efusivo químicamente igual ou análogo. Consiste essencialmente de plagioclásio rico em cálcio (andesina a anortita) e piroxênio, aos quais podem se associar outros minerais, como olivina, e acessórios como magnetita ou ilmenita.

Geleira

Geleira alpina: geleira que se forma em regiões elevadas, montanhosas, concentrando a neve e o gelo ao longo de vales e acima da linha de neves eternas e que ocorre em várias latitudes.

Geleira continental: calotas de gelo com espessuras de até 3500 m que recobrem grandes áreas em regiões polares.

Geleira de piemonte: expressão empregada para caracterizar uma massa de gelo e blocos rochosos que se acumulam nos flancos de uma montanha.

Gelivação: trabalho feito pelo gelo e degelo, fragmentando as rochas, em função do período sazonal.

Geociência

Geografia física: área de estudos geográficos relacionada com as manifestações terrestres naturais, envolvendo os processos superficiais e os elementos do interior do planeta que possuem direta relação com as formas e as alterações do relevo.

Geomorfologia: ciência que estuda as formas de relevo, sua gênese, composição (materiais) e os processos que nelas atuam.

Geomorfologia climática: estuda as formas de relevo que sofreram modificações devido a influência do clima.

Geomorfologia Estrutural

Geomorfologia Fluvial: estudo dos processos e das formas relacionadas ao escoamento dos rios, englobando também o estudo das bacias hidrográficas.

Geossinclinal: larga depressão, geralmente linear que sofre profunda subsidência através de longo período de tempo geológico, e que acolhe espessa sucessão de sedimentos, compondo sequências estratificadas e possivelmente associadas a rochas vulcânicas. Tais camadas podem posteriormente ser transformadas em montanhas dobradas. Divide-se em ortogeossinclinal e parageossinclinal.

Geossistema

Geotectônica: ciência que estuda a estrutura e a deformação da crosta terrestre, ocupando-se dos movimentos e processos deformativos que se originaram no interior da Terra, procurando definir as leis que governam o seu desenvolvimento.

Geotecnologia:

Geotêxtil:

Glaciação:

Glacioisostasia:

Gleissolo

Gnaisse: grupo de rochas metamórficas originadas por metamorfismo regional, especialmente de alto grau, de textura orientada, granular, caracterizada pela presença de feldspato, além de outros minerais como quartzo, mica, anfibólio. Rocha muito comum no embasamento cristalino brasileiro.

Graben: bloco abatido com forma relativamente alongada, estreito e limitado por falhas normais

Granito: rocha plutônica, ácida, granular, composta essencialmente por quartzo, feldspato alcalino e plagioclásio, em proporções variáveis, comumente contando com horblenda ou biotita.

Grauvaca: rocha sedimentar constituída de fragmentos arenosos, geralmente quartzo, e quantidade significativa de material argiloso.

Grota: abertura que as águas da enchente fazem na ribanceira de um rio. Cavidade provocada pelas águas das chuvas numa encosta, morro, serra, montanha.

Gruta: cavidade natural, relativamente grande, com ou sem abertura para a superfície. Sinônimo: caverna.

Guyot: monte submarino imerso com topo aplainado que se eleva da planície abissal, muitas vezes com mais de 1.000 m, que ocorre alinhado perpendicularmente às ridges, isolados ou formando agrupamentos.


H

Hidratação: introdução de água em uma molécula.

Hidrografia: ramo da geografia responsável por estudar as águas do planeta Terra. O conjunto das águas de uma região ou país também pode ser chamada de hidrografia. Entre os objetos de estudo dessa área estão: oceanos, rios, lagos, mares, geleiras, águas da atmosfera e do subsolo, etc.

Hidrólise:

Hidrologia: ciência que trata da água, suas formas de ocorrência, circulação e distribuição, suas propriedades físico-químicas, suas interações com o meio físico e biológico, bem como as suas reações à ação do homem.

Hidrosfera: conjunto das partes líquidas que aparecem na superfície do globo terrestre, compreendendo 71% de sua superfície total, enquanto as terras emersas totalizam 29%. A espessura média da hidrosfera pode ser avaliada em 3 km e sua densidade é igual a 1,02.

Holoceno: época geológica mais recente que faz parte do período Neogeno e se estende de 11.500 anos até hoje. Holoceno e Pleistoceno compõem o período Quaternário, tido atualmente como unidade informal de tempo geológico.

Horst: unidade crustal positiva, com forma relativamente alongada, estreita e limitada por falhas normais.

Hog Back: termo inglês usado para redefinir uma estrutura inclinada semelhante a de uma cuesta, mas na qual o mergulho das camadas é, geralmente, superior a 30°. Algumas vezes, certos autores usam o termo sem a devida precaução de observar a estrutura, limitando-se apenas a topografia.

Hot spot: ocorrência anômala de vulcanismo no interior ou nos limites de placas litosféricas.


I

Iceberg: grande massa de gelo flutuante que se desprendeu de uma geleira ou de uma capa de gelo e que se apresenta com mais de 5m acima do nível do mar.

Ilha: porção de terra firme, situada no mar, lago ou rio, e cercada de água por todos os lados. Ainda que comumente de pequenas dimensões, algumas podem ser consideradas como pequenos continentes (por exemplo a Groenlândia, com cerca de 2.000.000 km2).

Ilha continental: ilha associada às margens continentais, ou seja, às faixas litorâneas continentais e estão localizadas sobretudo entre a plataforma e o talude continental, apresentando os mesmos aspectos geológicos e estruturais dos continentes.

Ilha coralínea: estrutura rochosa, rígida, resistente à ação mecânica das ondas e correntes marinhas e construída por organismos marinhos (animais e vegetais) portadores de esqueleto calcário.

Ilha oceânica: aquelas cuja sustentação se encontra em assoalho oceânico, ou seja, inseridas em contextos de bacias oceânicas e, consequentemente, fora dos limites das margens continentais, podendo ser formadas por processos vulcânicos, tectônicos e biológicos.

Imagens orbitais: nome dado às imagens obtidas por satélites que orbitam ao redor da Terra.

Índice pluviométrico: altura da precipitação total, de um certo período, que será provavelmente igualada ou ultrapassada, durante determinado número de anos.

Infiltração: movimento da água que penetra no subsolo a partir da superfície. Capacidade de penetração da água das chuvas, devendo-se considerar dois aspectos: o que diz respeito à permeabilidade original, como por exemplo, o caso das areias, e a permeabilidade adquirida, produzida pela fraturação, pelas juntas de estratificação (permeabilidade secundária nas rochas).

Inselberg: forma residual que apresenta feições variadas tais como crista, cúpula e domo, cujas encostas mostram declives acentuados, dominando uma superfície de aplainamento superior.

Intemperismo:

Intemperismo biológico:

Intemperismo diferencial: esse tipo de intemperismo ocorre quando um determinado tipo de rocha apresenta minerais com diferentes graus de resistência ao intemperismo. O resultado é que se desenvolve uma superfície irregular nas rochas que sofrem esse tipo de intemperismo.

Intemperismo esferoidal: processo de alteração intempérica que desenvolve formas arredondas concêntricas que se assemelham a cascas de cebolas, deixando, muitas vezes, blocos de rochas sã perfeitamente arredondadas no meio do solo autóctone ou da rocha parcialmente alterada. O intemperismo esferoidal se dá em rochas maciças e relativamente isotrópicas (basaltos, granitos, gabros, grauvacas) que são inicialmente mais atacadas nos cantos de blocos fraturados, evoluindo em etapas de intemperismo progressivo no sub-solo para as formas arredondadas quando se formam as camadas de esfoliação variavelmente alteradas. A erosão do solo nessas regiões com intemperismo esferiodal leva, frequentemente, a formação de espetaculares campos de boulders arredondados.

Intemperismo físico: processo de alteração da rochas por meio de fragmentação.

Intemperismo químico: conjunto de reações químicas que alteram os minerais que compõem as rochas.

Intemperismo salino: causado pela cristalização de sais e reconhecida como uma causa de intemperismo de materiais porosos de construção, incluindo pedras, argamassa e até mesmo o concreto. Segundo a sua capacidade de atuação, o intemperismo devido ao crescimento e nucleação de sal é similar as demais formas de intemperismo físico, envolvendo desgaste e fragmentação dos materiais onde atua, porém a principal diferença é onde essa degradação ocorre mais rapidamente, sendo mais inferior e externa da rocha.

Interflúvio: linha que limita as terras drenadas por uma bacia hidrográfica. O mesmo que divisor de águas.

Inversão topográfica: segundo o modelo de Berger (1994), anomalias morfoestruturais em estágio avançado de erosão caracterizam-se por inversão topográfica. Dependendo do ataque erosivo em um domo, o seu núcleo pode expor rochas resistentes e se as rochas forem frágeis pode se converter numa depressão topográfica.

Isostasia: condição de busca do equilíbrio densitométrico de massas litosféricas sobre a astenosfera com empuxos principais verticalizados, à semelhança de corpos flutuantes  sobre um líquido, refletindo-se em movimentos verticais da superfície da crosta terrestre e seu relevo para o alto ou para baixo até a estabilização isostática.


J

Juntas: quebra de origem geológica na continuidade de um corpo de rocha ao longo da qual não houve nenhum deslocamento visível. As juntas podem ser abertas, preenchidas ou seladas.

Juntas de alívio:

Jusante: na direção da corrente, rio abaixo. Denomina-se a uma área que fica abaixo da outra, ao se considerar a corrente fluvial pela qual é banhada. Costuma-se também empregar a expressão “relevo de jusante” ao se descrever uma região que está numa posição mais baixa em relação ao ponto considerado. O oposto de jusante é montante.


K

Knickpoints: degraus topográficos na paisagem ao longo de um perfil longitudinal de um rio e exercem influência no decorrer da evolução geomorfológica, controlando os processos de erosão e de sedimentação nas bacias fluviais.


L

Lacólito: massa intrusiva que apresenta forma lenticular plano-convexa, lembrando um cogumelo. A rocha situada acima da intrusão mostra-se abaulada em cúpula, enquanto as camadas inferiores continuam na posição original.

Lago: massa continental de água superficial de extensão considerável, em geral doce, embora possam existir aqueles com água salgada, como acontece nas regiões de baixa pluviosidade.

Laguna: águas rasas, relativamente quietas, separadas do mar por uma barreira ou restinga. Recebe, ao mesmo tempo, águas doces e sedimentos dos rios e águas salgadas do mar, quando das ingressões das marés. Ambiente faciológico importante, tendo-se em vista a formação das salinas, carvão, etc.

Lahar: designa o fluxo de detritos e blocos de origem vulcânicas. É uma avalancha provocada por erupções vulcânicas.

Lapa: denominação aplicada ao bloco situado abaixo do plano de uma falha, quando esta é inclinada ou horizontal. Quando a falha é vertical essa distinção não existe.

Laterização: processo de alteração intempérica que leva a formação de laterita ou laterito denomina-se lateritização ou laterização. A alta concentração residual acompanhada do ressecamento desses hidróxidos de Fe e Al pouco solúveis leva a formação de uma crosta ou carapaça laterítica muito resistente aos agentes erosivos.

Latitude: distância ao Equador medida ao longo do meridiano de Greenwich. Esta distância mede-se em graus, podendo variar entre 0º e 90º para Norte (N) ou para Sul (S).

Latossolo: denominação utilizada para solos constituídos por material mineral, com horizonte B latossólico imediatamente abaixo de qualquer um dos tipos de horizonte diagnóstico superficial, exceto horizonte H hístico. Apresentam um avançado estágio de intemperização, são muito evoluídos e virtualmente destituídos de minerais primários ou secundários, menos resistentes ao intemperismo.

Leito de vazante: equivale à parte do canal ocupada durante o escoamento das águas de vazante.

Leito do rio: espaço ocupado pelas águas, isto é, é o caminho que o rio percorre. O mesmo que leito fluvial.

Leito fluvial: canal de escoamento de um rio. Região mais baixa da bacia hidrográfica, onde o rio escoa em época de seca, isto é, com sua menor vazão anual. O mesmo que leito do rio.

Leito maior excepcional: setor de um canal fluvial ocupado durante as grandes cheias, no decorrer das enchentes. A frequência do escoamento das águas neste tipo de leito obedece a intervalos irregulares, que podem se estender a algumas dezenas de anos.

Leito maior sazonal: calha alargada ou maior de um rio, ocupada nos períodos anuais de cheia.

Leito menor: corresponde ao leito do rio propriamente dito, por ser bem encaixado e delimitado, caracterizando-se também como a área de ocupação da água em época de cheia.

Leito sazonal: é ocupado pelas águas do rio regularmente e, pelo menos uma vez ao ano, durante as cheias. Dependendo do tempo ocorrido entre as subidas das águas, é possível haver a fixação e o crescimento da vegetação herbácea.

Lençol freático: lençol d’água subterrâneo limitado superiormente por uma superfície livre, à pressão atmosférica normal. Termo usado inadequadamente como sinônimo de aquífero.

Leque aluvial: depósito fluvial cuja feição topográfica é de um leque, mais ou menos desdobrado, que se desenvolve a partir do sopé de uma elevação montanhosa, irradiando-se a partir de um ponto onde o rio deixa a área montanhosa, espalhando-se para jusante.

Leque oceânico: acumulação, em forma de leque, de sedimentos derivados da terra no fundo do mar.

Lineamento: feição geológica, geomorfológica, geofísica ou geoquímica, linear, de extensão regional que, supostamente, reflete estruturação crustal.

Linha de costa: linha que limita a margem das águas do mar, correspondente ao nível máximo da preamar em zona costeira aberta.

Linha de falha: intersecção de um plano de falha com a superfície do terreno.

Limiar geomórfico:

Litificação: é a transformação, por processos geológicos de diagênese, de sedimentos para rochas sedimentares.

Litologia: estudo e descrição de uma rocha ou de associação rochosa com viés maior para estudo macroscópico e de afloramentos ou de unidades estratigráficas. Muitas vezes o termo é usado para definir e, mesmo, designar a própria rocha em estudo.

Litoral: região que se estende entre os limites da maré alta e baixa.

Litosfera: camada rochosa rígida que capeia a Terra e inclui a crosta terrestre acima e a porção superior do manto (manto litosférico), apresentando cerca de 100 km de espessura mas que varia de 15 km em certas regiões oceânicas até mais de 200 km em regiões continentais.

Lixiviação: corresponde a forma de meteorização e intemperismo que ocasiona a remoção de material solúvel por água percolante.

Loess: depósito pelítico essencialmente siltoso, inconsolidado, sem estratificação, de natureza eólica, proveniente, na maioria dos casos, de áreas periglaciais ou desérticas, e mostrando enorme capacidade de formar encostas verticais.

Longitude: é a distância ao meridiano de Greenwich medida ao longo do Equador. Esta distância mede-se em graus, podendo variar entre 0º e 180º para Leste (E) ou para Oeste (W).

Lumaquela: tipo de mármore que contém na sua massa conchas aglomeradas por cimento natural.

Luvissolo: solos minerais, não hidromórficos, com horizonte B textural ou horizonte B nítrico, com argila de atividade alta e saturação por bases alta, imediatamente abaixo do horizonte A fraco ou horizonte A moderado, ou horizonte E.


M

Maciço rochoso: unidade geológica considerada como um conjunto de blocos de rocha e as descontinuidades que os limitam.

Macrotopografia

Magma: material em estado de fusão que, por consolidação, dá origem a rochas ígneas.

Magmatismo

Magmatismo plutônico: é o processo associado à intrusão, isto é, injeção do magma em subsuperfície, originando rochas plutônicas.

Magmatismo vulcânico: é o processo associado à extrusão, isto é, extravasamento do magma na superfície, originando rochas vulcânicas. Esse magma quando chega à superfície é chamado de lava.

Manancial: qualquer corpo d’água, superficial ou subterrâneo, utilizado para abastecimento humano, industrial ou animal ou, ainda, para irrigação.

Mangue:

Manguezal: ecossistemas litorâneos, que ocorrem em terrenos baixos sujeitos à ação da maré, estando localizados em áreas relativamente abrigadas, como baías, estuários e lagunas. São normalmente constituídos de vasas lodosas recentes, as quais se associa tipo particular de flora e fauna.

Manto: camada mais espessa da Terra, possuindo cerca de 2.950 quilômetros de espessura e que formou-se há 3,8 bilhões de anos. Divide-se em manto superior e manto inferior. O superior tem, logo abaixo da crosta, uma temperatura relativamente baixa (100 °C) e uma consistência similar à da camada acima, com velocidade de ondas sísmicas de 8,0 km/s. No manto inferior, porém, esta velocidade aumenta para 13,5 km/s, com temperatura bem mais alta, podendo chegar até 3.500 °C (segundo alguns autores) perto do núcleo.

Manto coluvial: material transportado de um local para outro, principalmente por efeito de gravidade. O material coluvial só aparece no sopé das vertentes ou em lugares poucos afastados de declives que lhe estão acima. No material detrítico, pouco grosseiro, de uma encosta nem sempre é fácil separarmos a interferência do material de colúvio, do residual ou ainda aluvial. Às vezes, há maior predominância de um deles, que mascara completamente os outros.

Mar: corpo de água salgada menor do que um oceano.

Marga: rocha sedimentar constituída por argila e carbonato de cálcio ou magnésio em proporções variadas.

Margem côncava:

Margem convexa:

Margem continental: extensão submarina dos continentes e que se divide em Plataforma Continental, Talude Continental e Sopé Continental. Ver também fundo marinho.

Mármore: rocha metamórfica constituída predominantemente de calcita ou dolomita recristalizadas, de granulação fina a grossa, em geral com textura granoblástica.

Matacão: fragmento de rocha maior do que bloco e que, na escala de Wentworth, tem diâmetro maior do que 25 cm, apresentando, muitas vezes, formas esferóides.

Material Parental

Meandro: sinuosidade verificada no leito do rio, em sua fase madura ou senil. Por ser baixo o gradiente de fluxo, dá-se a sedimentação e o rio divaga sobre seu próprio depósito.

Meandro encaixado: quando o rio rejuvenesce, por motivo de abaixamento do nível de base, os meandros podem aprofundar-se na rocha do embasamento do depósito anterior por reativação da erosão dando origem aos meandros encaixados.

Metais pesados: metais que podem ser precipitados por gás sulfídrico em solução ácida, tais como o cádmio, níquel chumbo, prata, ouro, mercúrio, bismuto, zinco e cobre. São metais recalcitrantes, como o cobre e o mercúrio, naturalmente não biodegradávéis, que fazem parte da composição de muitos pesticidas e se acumulam progressivamente na cadeia trófica.

Mica: grupo de minerais filossilicáticos (hábito em placas ou folhas) constituídos como silicato de alumínio hidratado com cátions como Mg, Fe, K, Li e outros, caracterizando várias espécies minerais como biotita e muscovita. Apesar de ocorrer, geralmente, em teores menores a mica é um constituinte muito comum das rochas da crosta terrestre, notadamente em micaxistos, granitos e outras.

Micaxisto: rocha de origem metamórfica constituída essencialmente de micas, quartzo e alguns feldspatos, além de vários minerais secundários. Como toda rocha metamórfica, aparece na natureza disposta em camadas de espessuras muito variadas, sendo porém muito laminada. A decomposição do micaxisto dá aparecimento a um material argiloso, untuoso ao tato e, geralmente, estéril para a agricultura.

Microbacia hidrográfica: área com corpos hídricos bem definidos, mas em escala menor se comparada às bacias hidrográficas ou mesmo às sub-bacias hidrográficas.

Microrravinas

Microtopografia

Minerais Acessórios: aqueles que aparecem na rocha em quantidades pequenas e que não afetam sua classificação, podendo servir para definir uma variedade de rocha. Um basalto costuma ter magnetita, mas se ela não estiver presente ele continuará sendo um basalto.

Mineral: substância química natural, sólida, homogênea, geralmente resultante de processos inorgânicos, apresentando estrutura interna ordenada, composição química e propriedades físicas próprias e constantes dentro de certos limites que permitem a sua identificação como espécie mineral.

Mineralogia: ciência que estuda o modo de formação, as propriedades, a ocorrência, as transformações e a utilização dos minerais.

Minério: mineral ou rocha de interesse econômico ou, ainda, rocha contendo mineral(is) de interesse econômico suscetível(is) de ser extraído(s) e processado economicamente. O minério pode ser primário (se os minerais de minério formaram-se junto com a própria rocha mineralizada) ou secundário (se os minerais de minério correspondem a um enriquecimento por processos de alteração, infiltração e/ou cimentação (oxidação, sulfetação, carbonatação..) da rocha mineralizada).

Modelo do Equilíbrio Dinâmico: modelo de evolução do do relevo que requer um comportamento balanceado entre forças opostas, de maneira que as influências sejam proporcionalmente iguais e que os efeitos contrários se cancelem a fim de produzir o estado de estabilidade, no qual a energia está continuamente entrando e saindo do sistema.

Monadnock: conceito utilizado por W. M. Davis para designar elevações residuais ou remanescentes em peneplanícies.

Montanha: grande elevação do terreno, com cota em relação a base superior a 300 (trezentos) metros e frequentemente formada por agrupamentos de morros.

Moraina: acumulação colinosa de detritos rochosos glaciais mal classificados (till) dos lados ou à frente de uma geleira.

Morro:

Morro testemunho: feições geomorfológicas que se destacam no local onde se situam, pois apresentam uma grande diferença de elevação em relação a outras áreas do relevo.

Morfocronologia:

Morro tabuliforme:

Movimento de massa: fenômeno de deslocamento de um maciço (solo ou rocha) em superfície inclinada (talude), devido a várias causas.

Muralha: bloco soerguido entre falhas paralelas ou sub-paralelas com forte ângulo de mergulho. Horsts ou muralhas são as estruturas tectônicas positivas dentro de um sistema de falhas gravitacionais em blocos.

Muscovita: tipo de mica mais comum, encontrada em granitos, pegmatitos, gnaisses e xistos, além de rochas metamórficas de contato ou como mineral secundário resultado da alteração de topázio, feldspato e cianita, entre outros.


N

Nascente: ponto no solo ou numa rocha de onde a água flui naturalmente para a superfície do terreno ou para um corpo d’água.

Neossolo:

Nitossolo: solo constituído por material mineral, com horizonte B nítico de argila de atividade baixa, textura argilosa ou muito argilosa, estrutura em blocos subangulares, angulares ou prismática moderada ou forte, com a superfície dos agregados reluzentes, relacionada à cerosidade e/ou superfícies de compressão.

Nível de base geral: o nível de base geral ou permanente corresponde à extensão plana dos oceanos e ao qual se associa a ideia de limite para a evolução dos processos fluviais.

Nível de base local:

Nível de base temporário:

Nível do mar: o mesmo que nível do oceano ou nível zero (vide). Este nível é instável.


O

Obducção

Oceano: porções de água que ocupam as principais e mais amplas depressões do relevo do planeta. Trata-se, portanto, de um imenso conjunto de água misturada com outros elementos, principalmente os sais minerais, e que circunda as áreas formadas pelas terras emersas, o que inclui ilhas e continentes.

Organossolo: solos orgânicos, escuros, com presença de muitos restos vegetais não decompostos ou semidecompostos, formados quase que exclusivamente em condições de saturação com água e, por isso, estão presentes principalmente nas planícies ou várzeas inundáveis.

Orogênese: movimento diastrófico de grandes proporções que provoca a formação de montanhas, por dobramento, acavalamento e arqueamento.

Orógeno: província tectônica onde se desenrolam os mais diversos processos geológicos relacionados ao confronto de placas litosféricas e à origem das grandes cadeias montanhosas da Terra. As faixas orogênicas são divididas em duas regiões: – internides ou hinterland: palco de fortes deformações e magmatismo, sem tectônica de empurrão significativa; – externides (borderland termo em desuso): região de tectônica de empurrão com escamas e nappes, com deformações e metamorfismo menores em direção ao antepaís, constituindo, geralmente, um cinturão de epurrão e dobramento (thrust and fold belt). Orógenos, envolvendo placa oceânica em subducção sob placa com borda continental, são do tipo acrescionário (ex: os Andes) e quando está envolvida a colisão de duas massas continentais, como ocorre nos Himalaias (placa da Índia sob a Ásia), o orógeno é do tipo colisional.

Oxidação: processo de formação de jazimentos minerais, por efeito da meteorização, podendo constituir uma zona superior de minerais oxidados e uma outra, inferior, de enriquecimento supegênico, permanecendo inalterada a zona mineralizada primária.


P

Padrão de drenagem anelar: padrão que assemelha-se a anéis. Típico das áreas dômicas profundamente entalhadas.

Padrão de drenagem dendrítica: padrão em que as confluências lembram galhos (dendron) de uma planta quando vista em mapa. Comum em terrenos sem estruturas importantes que condicionem a erosão dos vales como, por exemplo, terrenos graníticos maciços, areníticos, derrames basálticos.

Padrão de drenagem paralela: padrão em que os vales dispõem-se sub-paralelamente pela erosão preferencial segundo direções paralelas de fraturas, falhas ou de camadas inclinadas.

Padrão de drenagem radial: padrão que escoa radialmente a partir de um ponto topograficamente elevado. A drenagem radial desenvolve-se em regiões com vulcões, chaminés, diatremas ou outros corpos intrusivos que desenvolvem fraturas radiais ao deformar as encaixantes elevando-as em estruturas dômicas.

Padrão de drenagem retangular: variação do padrão treliça, caracterizado pelo aspecto ortogonal devido às bruscas alterações retangulares nos cursos fluviais. Deve-se à ocorrência de falhas e de juntas na estrutura rochosa.

Padrão de drenagem em treliça: composta por rios principais consequentes correndo paralelamente, recebendo afluentes subsequentes que fluem em direção transversal aos primeiros.

Paleoclima: clima de um período pré-histórico cujas principais características podem ser inferidas a partir de evidências na crosta terrestre, tais como evidências biológicas, litogenéticas e morfológicas.

Paleontologia: ciência que trata dos fósseis, estudando os restos de organismos e as formações rochosas que os contém.

Pântano: terreno plano, constituindo baixadas inundadas, junto aos rios.

Paragnaisse: rocha metamórfica originada de rocha sedimentar.

Pedimento

Pedimentação: depósito sedimentar originado por erosão e recuo paralelo das vertentes nos processos de pediplanação.

Pediplano: superfície que apresenta topografia plana a suavemente inclinada e dissecada, truncando o substrato rochoso e pavimentado por material alúvio-coluvionar.

Pedogênese: modo pelo qual o solo se origina, com especial referência aos fatores e processos responsáveis pelo seu desenvolvimento.

Pedregosidade do Solo:

Peneplano

Percolação: ato de um fluído passar através de um meio poroso. Movimento de penetração da água no solo e subsolo. Este movimento geralmente é lento e vai dar origem ao lençol freático.

Peridotito

Período interglacial: intervalo de tempo geológico delimitado por extensão glaciária, podendo ser dividido em mais de dois períodos em uma mesma era geologia.

Permeabilidade: capacidade que possuem os solos e as rochas de permitir o fluxo da água pelos poros ou interstícios – permeabilidade primária, e pelos sistemas de fraturas e planos de estratificação – permeabilidade secundária.

Petrografia: descrição sistemática das rochas com base nas observações de campo, em amostras de mão e em lâminas ou seções delgadas.

Petróleo: substância natural encontrada na crosta terrestre, especialmente em camadas sedimentares sob as formas líquida, gasosa ou sólida. Representa uma complexa mistura de hidrocarbonetos com pequenas quantidades de outras substâncias e que fornece através da destilação: gasolina, nafta, querosene, asfalto, dentre outros.

Piemonte: forma do terreno fronteiriço às montanhas, definido pela quebra de um gradiente mais forte a um gradiente mais fraco e que pode passar gradualmente à várzea ou planície de inundação. Os sedimentos formados nos piemontes constituem os depósitos de tálus e cones aluviais.

Piroxênio: grande família de minerais formada de metassilicatos ferromagnesianos e cálcicos, raramente aluminosos. A composição química dessa família de minerais é quase análoga à dos anfibólios, sendo que nos piroxênios o cálcio é mais abundante que o magnésio, enquanto nos anfibólios verifica-se o oposto, isto é, o magnésio domina sobre o cálcio. Os piroxênios podem ser: ortorrômbicos (bronzita, enstatita, hiperstenita), monoclínicos (depsídio, salita, jadeíta, augita, dialágio, aegirita) e triclínico (wolastonita).

Placa litosférica: designação das partes rígidas superficiais da Terra, com cerca de uma centena de quilômetros de espessura, cujo conjunto constitui a litosfera. Podem deslocar-se horizontalmente sobre o seu substrato viscoso, que se chama astenosfera. Os limites entre as placas, denominados bordos das placas, são de três tipos: rifte oceânico, zona de subducção e falha transformante.

Placa Litosférica Convergente

Planalto: termo generalista utilizado para designar regiões da superfície terrestre de relevo suave, porém de altitude relativamente mais elevada, podendo ou não ser contornada por relevos mais rebaixados, apresentando contudo sempre em um dos lados, um desnível altimétrico abrupto.

Planície: termo genérico referente a qualquer área plana ou suavemente ondulada de dimensões variadas que ocorre mais frequentemente em áreas de baixa altitude e onde são predominantes os processos de deposição e acumulação de sedimentos.

Planície abissal: é a região extensa e profunda, mais ou menos plana e horizontal, que nas margens continentais do tipo atlântico começa na base do sopé continental e estende-se até as cordilheiras oceânicas. Está geralmente a 4.000 m de profundidade.

Planície aluvial: porção do vale do rio que é coberta pela água durante os períodos de inundação, correspondendo, ao chamado leito maior. O mesmo é coberto por sedimentos aluviais, os quais no decorrer do tempo geológico dão lugar aos terraços.

Planície eólica: são formadas pelo acúmulo de areias deixadas pelo vento. Sobre essas planícies dispõem-se as dunas.

Planície fluvio-marinha: são áreas relativamente complexas de depósitos sedimentares fluviais recentes e marinhos.

Planície glacial: originam-se por depósitos sedimentares transportados pelo gelo.

Planície de inundação: área contígua ao leito fluvial recoberta por água nos períodos de cheia e transbordamento, constituída de camadas sedimentares depositadas durante o regime atual de um rio e que recobrem litologias preexistentes.

Planície lacustre: são aquelas formadas em áreas de lagos entulhados recentemente.

Planície litorânea: ou planície costeira, são planícies formadas por sedimentos terciários ou quaternários, depositados na zona costeira.

Planície marinha: são áreas planas resultantes da acumulação marinha.

Planície de restinga: planície formada por sedimentos quaternários. É um termo muitas vezes utilizado para definir as diferentes formações vegetais estabelecidas sobre solos arenosos que ocorrem na região da planície costeira.

Plano de falha: superfície ao longo da qual houve o deslocamento relativo dos blocos contíguos, apresentando em geral estrias, polimento e vestígios de cisalhamento. Quando o plano é inclinado, o bloco superior separado pela falha é denominado de capa, e o inferior de lapa. Pode também ser denominada de superfície de falha.

Planossolo: classe de solos hidromórficos com horizonte B textural de textura média ou argilosa, sob um horizonte A bastante arenoso, com mudança textural abrupta. Apresenta feições associadas com excesso de água (mosqueado e/ou cores de redução).

Plataforma continental: zona que se estende desde a linha de imersão permanente até a profundidade de cerca de 200 metros mar adentro. O seu limite oceânico é demarcado pelo talude continental.

Plasticidade: propriedade de uma rocha ou solo de se submeter a grandes deformações permanentes, sem sofrer ruptura, fissuramento ou grande variação de volume.

Platô: áreas mais elevadas do relevo de uma região,com extensões variadas e declividades baixas,circundada normalmente por escarpas e encostas.

Platô oceânico:

Pleistoceno: época geológica mais recente, que faz parte do Período Neogeno e se estende de 11.500 anos até hoje. Junto com o Holoceno compõe o Período Quaternário, tido atualmente como unidade informal de tempo geológico.

Plintossolo: solos localizados em áreas sazonalmente inundadas, onde a ação biológica da mesofauna tem destaque, formando os Varjões Sujos ou Campos de Murundus.

Plintitização:

Pluma térmica:

Podzolização: redução da fertilidade das camadas superiores do solo de forma natural. Em geral esse é um processo que acontece em solos ácidos e está ligado a ação do intemperismo.

Ponds: depressões de formas variadas, normalmente circulares, de profundidade pequena.

Porosidade: relação entre o volume de vazios e o volume total de um solo ou rocha, expressa em porcentagem do volume total.

Pradaria: tipo de cobertura vegetal que se estabelece em planícies. É encontrado nas áreas centrais dos Estados Unidos, Canadá, sul do Brasil, Argentina e Uruguai. Nos países da América do Sul essa vegetação recebe o nome de pampa.

Precipitação: queda de água meteorológica em estado líquido ou sólido (granizo ou neve).

Precipitação pluviométrica: processo pelo qual a água condensada na atmosfera atinge gravitacionalmente a superfície terrestre.

Processo de coluviação: processo de translocação de resíduos por ação da gravidade ou inundação.

Processo costeiro

Processo eólico:

Processo erosivo:

Processo Erosivo da Superfície

Processo Fluvial

Processo Glacial

Promontório: porção saliente e elevada de qualquer área continental que avança para dentro de um corpo aquoso.

Propriedades do solo: as propriedades físicas, químicas e mineralógicas (e até as biológicas) dos solos são determinadas pelo processo geológico de sua formação, pela origem dos minerais e sua evolução de acordo com o clima e o relevo do local, além dos organismos vivos que o habitam.

Protólito: rocha original que foi transformada metamórficamente e/ou metassomaticamente. Em princípio, assume-se como protólito a rocha primordial, sedimentar ou ígnea, que foi transformada, mas, muitas vezes, é entendida como a rocha imediatamente precursora da última transformação significativa.


Q

Quartzito: rocha metamórfica composta essencialmente de quartzo. Produto de metamorfismo intenso de arenito.

Quaternário: período mais recente da Era Cenozóica e que se estende desde aproximadamente 1,75 milhões de anos até os dias atuais. É subdividido em Pleistoceno e Holoceno. Uma das características mais marcantes é a ocorrência de sucessivos períodos de glaciação.

Queda de blocos: processo de queda livre de fragmentos de rocha, deslocados do maciço rochoso, em penhascos verticais ou taludes muito íngremes, por ação da gravidade. Sinônimos: tombamento, basculamento, desmoronamento.


R

Rastejamento do solo:

Ravina: sulco produzido no relevo, em que o agente responsável pela erosão é a água da chuva.

Recife:

Recife coralíneo: formações que resultam do crescimento de colônias de pólipos (vide recifes).

Recife de arenito: diz-se dos recifes (vide) que se resultam da cimentação das antigas praias, isto é, dos grãos de quartzo outrora incoerentes. Distinguem-se dos recifes de corais (vide), que são organógenos.

Recursos hídricos: quantidade de águas superficiais ou subterrâneas, disponíveis para qualquer uso em uma região ou bacia.

Rede de drenagem: configuração dos canais de drenagem dos rios de uma determinada região. As formas de drenagem são: anastomosada, treliça, retangular, radial, anular, paralela, pinada, angular, retangular-dendrítica e centrípeta. O mesmo que drenagem superficial.

Rede de drenagem artificial:

Rede hidrológica: conjunto de estações hidrológicas e de postos de observação situados em uma determinada área, que pode ser a bacia de um rio ou uma região administrativa, instalados de modo a permitir o estudo do regime hidrológico.

Redução: aquisição de elétrons, ou aumento do número negativo de valência ou diminuição do positivo.

Refração de Ondas

Regolito: material decomposto (intemperizado), localizado sobre a rocha matriz, que não sofreu transporte e nem processo de edafização.

Regossolo: solo raso de perfil mal desenvolvido devido ao fato de que a rocha quase aflora.

Regressão marinha: é o recuo do mar em relação ao continente e desta forma provoca alterações nos habitats dos seres vivos.

Rejeito: material inaproveitável retirado durante a extração de um minério. Pode tratar-se de minério pobre, sem interesse econômico, resíduos de tratamento, etc. Ver também estéril.

Relevo: corresponde ao conjunto de reentrâncias e saliências observadas na superfície do planeta.

Relevo Apalacheano: tem esse nome derivado dos montes Apalaches que estão localizados no leste da América do Norte, desde o Alabama nos Estados Unidos até a região de Terra Nova e Labrador no Canadá. Ele é a segunda (e última) fase da evolução do relevo em estruturas dobradas. Outros tipos de relevos formados nessas estruturas, como o alpino, são formados em situações muito específicas por isso são próprios de alguns lugares e não fazem parte da evolução que os relevos em dobras normalmente apresentam. Para que o relevo apalacheano possa ocorrer existem algumas condições: o relevo deve estar aplainado (ou seja, já ocorreu todo o processo de evolução do relevo jurássico), as camadas devem ser heterogêneas (algumas mais duras e outras que são mais facilmente erodidas), consequentemente, paralelas umas às outras e deve ocorrer algum tipo de evento tectônico de soerguimento para que a erosão diferencial volte a ocorrer.

Relevo Cárstico: o relevo particularmente desenvolvido sobre rochas carbonáticas, podendo se referir também a paisagens similares elaboradas em outras rochas, carbonáticas ou não, onde se destaca uma morfologia específica associada à atuação predominante dos processos de dissolução.

Relevo Jurássico: o nome desse relevo deriva da região de Jura, na França, onde está localizada a cadeia de montanhas Jura. A cadeia, por sua vez, tem seu nome derivado do período Jurássico, quando suas montanhas foram formadas. Esse tipo de relevo é o primeiro estágio do relevo em dobras, ele é formado em uma sucessão de dobras simples onde a erosão ainda não atacou tanto as rochas, preservando a estrutura original das dobras.

Relevo residual: elevação topográfica que se destaca numa superfície de aplainamento resultante da ação diferenciada da erosão.

Reptação: o mesmo que deslizamento (vide).

Resistência litológica:

Reverso:

Riacho: forma diminutiva irregular de rio, curso de água.

Rift-valley: vale cuja calha ocupa praticamente o fundo de um graben. O termo rift-valley foi usado por J.W. Gregory para significar vales produzidos por forças de tensão ou de compressão.

Rio: corrente líquida resultante da concentração do lençol de água num vale. Um curso de água pode, em todas sua extensão, dividir em três partes: curso superior, curso médio e curso inferior .

Rio de águas brancas

Rio de águas claras: os rios de águas claras ou de águas limpas se caracterizam pelo diminuto transporte de sedimentos argilosos, os quais se depositam principalmente a jusante das últimas cachoeiras, corredeiras e rápidos por eles vencidos antes de atingirem a planície terciária.

Rio de águas pretas: eles nascem em locais baixos, e não levam sedimentos. Passam por áreas com solos encharcados e áreas alagáveis, onde ocorre muito material orgânico.

Rio consequente: drenagem ou rio maior que mostra escoamento no sentido geral do mergulho das camadas em relevo de cuesta e que se desenvolveu simultaneamente com o soerguimento da área e segundo o declive regional, erodindo perpendicularmente as cristas à medida em que estas se formavam.

Rio de planalto: localizados em região de altitude, onde o regime de chuva bem definido durante o ano. Os rios tendem a ter regime fluvial perene nos trechos médio e inferior da rede de drenagem, enquanto no trecho superior prevalece os de regime efêmero, com escoamento apenas no período chuvoso.

Rio de planície:

Rio efêmero: são aqueles que somente existem em épocas de alta pluviosidade, sendo formados pelas águas que escoam do solo. De tal modo, na época das secas, toda água é evaporada, fazendo com que desapareça o curso de água.

Rio insequente: é o rio que não apresenta controle geológico, seja ele estrutural, litológico ou estratigráfico.

Rio intermitente: córrego ou massa de água que, naturalmente, tem um período de fluxo zero em pelo menos uma semana, durante anos.

Riolito: rocha ígnea vulcânica, geralmente porfirítica, exibindo textura fluidal, constituída de quartzo e feldspato alcalino numa massa fundametal vítrea. É a equivalente extrusiva do granito.

Rio obsequente: drenagem ou rio menor, normalmente afluente de rio subsequente, que corre no sentido contrário ao do mergulho das camadas, na encosta íngreme da crista em relevo de cuesta.

Rio perene: aquele que apresenta fluxo de água em seu leito o ano todo, independente se for uma estação chuvosa ou seca.

Rio resequente: é o rio que possui um nível topográfico inferior ao da drenagem consequente, porém com curso orientado no mesmo sentido.

Rio subsequente: drenagem ou rio, normalmente afluente de rio consequente, paralelo à direção das camadas em relevo de cuesta, e que se instalou encaixado entre as cristas subparalelas sobre estratos mais erodíveis.

Rio torrencial: quando o fluxo de água é intenso. Diz-se do rio que é abundante em águas: rio caudaloso.

Rocha: associação natural de minerais (geralmente dois ou mais), em proporções definidas e que ocorre em uma extensão considerável. O granito, por exemplo, é formado por quartzo, feldspato e, muito frequentemente, também mica. Algumas rochas são constituídas por um único mineral, mas são consideradas rocha e não mineral porque ocorrem em grandes volumes, formando, por exemplo, um morro inteiro ou camadas que podem se estender por dezenas de quilômetros. Essas rochas são chamadas de monominerálicas tais como o calcário (formado de calcita) e o quartzito (formado de quartzo). As rochas podem ser agrupadas em três grandes grupos, conforme o processo de formação: ígneas, metamórficas e sedimentares.

Rocha basáltica: rocha vulcânica, básica, composta principalmente de plagioclásio cálcico e clinopiroxênio numa massa fundamental vítrea ou finamente granulada. A textura pode ser maciça, vesicular ou amigdalóide.

Rocha coerente: designação das rochas constituídas por elementos agregados. São exemplo de rochas coerentes o calcário, as brechas, etc.

Rocha clástica: composta por clastos, ou seja, partículas desagregadas de outras rochas após uma série de processos intempéricos e que se depositam e passam por processos de litificação se transformando em material rochoso.

Rocha cristalina: material constituinte da crosta terrestre, formada em geral por uma associação de minerais cristalizados que apresenta uma certa homogeneidade estatística. Em geral, as rochas cristalinas são duras e coerentes.

Rocha dura

Rochas efusivas

Rocha encaixante: rocha hospedeira de um depósito mineral. Rocha regional penetrada por veios minerais ou intrusões ígneas.

Rocha extrusiva: rocha ígnea formada por magma que extravasa como lava ao atingir a superfície da Terra ou o fundo do mar onde se consolida, bem como as rochas formadas por acumulações de bombas, cinzas e outros fragmentos extrudidos e ejetados de aparelho vulcânico.

Rocha ígnea: rocha formada pelo resfriamento e solidificação do magma. Dependendo da profundidade de formação é denominada de plutônica, hipabissal, efusiva ou vulcânica.

Rocha intrusiva: também chamadas de plutônicas ou fareníticas. São aquelas que se originam no interior da Terra, quando o magma penetra por entre as fissuras das rochas e solidifica-se. Como esse processo é mais lento, formam-se rochas mais duras e com formações cristalinas maiores e mais bem definidas, a exemplo do granito, do sienito e do diorito.

Rocha leucocrática: rocha clara com predominância de minerais claros e menos de 30-37% de minerais máficos escuros.

Rocha Máfica

Rocha magmática hipabissal: Rochas magmáticas que se formam em profundidade intermediária entre a das intrusivas e as superficiais, como, por exemplo, as chaminés vulcânicas, diques, lacolitos, etc.

Rocha matriz: rocha que, pela ação dos agentes erosivos e intemperismo, fornece partículas e elementos químicos para a formação de depósitos sedimentares nas bacias de sedimentação. Rocha cuja meteorização forma solos do tipo coluvião e residual. Sinônimo: rocha mãe.

Rocha melanocrática: rocha escura com predominância (mais de 60-67%) de minerais máficos escuros.

Rocha mesocrática: rocha ígnea que contém entre 30 – 60% de minerais máficos, tais como o diorito e o basalto.

Rocha metamórfica: rocha proveniente de transformações sofridas por qualquer tipo e natureza de rochas pré-existentes que foram submetidas à ação de processos termodinâmicos de origem endógena, os quais produziram novas texturas e novos minerais, que geralmente se apresentam orientados.

Rocha sedimentar:

Rocha sedimentar biogênica:

Rocha sedimentar detrítica:

Rocha sedimentar quimiogênica:

Rocha Parental

Rolamento: são movimentos de blocos rochosos ao longo de encostas que geralmente ocorrem devido aos descalçamentos.

Rugosidade:

Runoff


S

Salto:

Saprólito:

Sazonal: adjetivo que se refere ao que é temporário, ou seja, que é típico de determinada estação ou época. Estacional é sinônimo de sazonal e, como dito, consiste num período de tempo com começo, meio e fim, e que costuma regressar após um certo tempo.

Sedimentologia:

Sedimento: material fragmentário originado do intemperismo das rochas e que podem ser transportados por agentes geológicos (rio, vento, gelo, correntes) e que se acumula em morenas, dunas, margens e bocas de rios, sopés de encostas, planícies aluvionares, tendendo a ser levado até as bacias geológicas ou sedimentares se não for fixado em determinadas condições especiais como rocha por cimentação.

Sedimentação biogênica:

Seixo:

Serra:

Sílex:

Sienito:

Silte

Siltito

Sinclinal: estruturas de camadas dobradas nas quais as camadas de idade mais recente estão no núcleo ou, ainda, forma adquirida pela dobra quando as camadas mais jovens estão mais próximas do centro de encurvamento.

Sismo

Sistema Deposicional

Sistemas Morfoclimáticos

Sistemas Morfoestruturais

Splash

Soerguimento: elevação de uma extensa parte da crosta terrestre em relação às áreas adjacentes.

Solapamento:

Soleira: ocorrência de uma rocha ígnea intrusiva que se aloja paralelamente às estruturas principais da rocha encaixante ou hospedeira, possuindo geralmente o aspecto de camada.

Soleira fluvial: estruturas desobstrutivas submersas em qualquer nível de água que podem ou não estar ligadas à margem do canal. Têm a função de diversificar o ambiente do fundo de canal, reduzindo a energia excedente e servindo de ancoragem à vegetação e de abrigo aos peixes.

Solifluxão

Solo

Solo Ácido

Solos Argilosos

Solos Estáveis

Solos Francos

Solos Instáveis:

Solo litorâneo:

Solo Residual

Solo Saturado

Solo Transportado

Solução percolante: o movimento descendente da água no interior do solo, de cima para baixo.

Sopé continental:

Stock: massa eruptiva subjacente, de tamanho inferior ao de um batólito. Termo usado para massas com menos de 100 Km².

Stone line:

Subducção:

Subsidência: afundamento de uma região na crosta terrestre em relação às áreas vizinhas.

Substrato Rochoso

Superfície de Erosão


T

Tabuleiro

Talvegue: linha que passa pela parte mais mais profunda de um vale.

Talude continental:

Tálus:

Taxa de Infiltração:

Tectônica de placas

Tectonismo

Tectonismo Plástico

Tectonismo quebrantável: ruptura ou cisão de um bloco de rochas ou faixas estreitas da superfície que é responsável pelo deslocamento de suas partes. O acúmulo de energia e a eventual liberação desta em zonas de falhas geológicas é um dos fatores responsáveis pela ocorrência dos terremotos.

Tempo geológico: escala temporal dos eventos da história da Terra, ordenados em ordem cronológica. Baseada nos princípios de superposição das camadas litológicas (mais antigas sobrepostas pelas mais jovens) e sucessão da fauna (determinadas espécies viveram em um determinado período do tempo) foi concebida uma escala de tempo relativa. Posteriormente, com o advento da técnicas de datação radiométrica foi desenvolvida uma escala de tempo absoluta para os períodos geológicos.

Terraço: superfícies planas ou pouco inclinadas, formando as paredes do rio, resultante de ações climáticas ou do nível da água com o passar do tempo.

Terraço de abrasão: são superfícies rochosas horizontais ou suavemente inclinadas que se estendem ao longo da zona entremarés.

Terraço Fluvial

Terraço Fluvial Acumulativo

Terraço Fluvial Basal

Terraço Fluvial Erosivo

Terraço marinho: depósitos sedimentares de origem marinha situada acima do nível médio atual.

Terremoto: processo de geração e propagação de ondas sísmicas no interior e na superfície terrestre e que pode ter proporções catastróficas.

Teto: bloco rochoso situado acima do plano de falha, quando este é inclinado. Quando a falha é vertical esta distinção não existe. Sinônimos: capa ou muro.

Till:

Tilito:

Topografia: definida como a ciência que estuda as características naturais ou artificiais presentes na superfície de uma localidade.

Torrente:

Tors: são afloramentos isolados de rocha, sendo onipresentes em terrenos graníticos e, particularmente, embora não exclusivamente, associados a relevos com topografia elevadas.

Total Pluviométrico

Total de Precipitação:

Transgressão flandriana:

Transgressão marinha:

Transporte eólico: transporte de sedimentos pelo vento.

Tributário:

Trincheira: escavação longa e pouco profunda, com base geralmente retangular, executada em superfície.


U

Umidade Antecedente do Solo


V

Vale

Vale de falha: incisão em forma de vale originada a partir de falha, fratura ou diaclase, submetida à tectônica rúptil, de ocorrência litológica generalizada. Ocorre geralmente em rochas rígidas como quartzitos, granitos e metamórficas diversas, submetidas à tectônica.

Vale fluvial: vale ocupado por um rio.

Vale suspenso: vale cujo fundo encontra-se situado em um nível superior a uma depressão adjacente, que pode ser outro vale, um lago ou até mesmo o próprio mar.

Várzea: terreno baixo e plaino bordejando o canal fluvial, situado entre as paredes do vale. A várzea é parte integrante do plaino aluvial, que é a forma fundamental produzida pela erosão lateral dos rios.

Vertente: região de declive topográfico que margeia o alinhamento de uma região mais elevada ou que compõe as margens de um vale. É por onde correm (vertem) as águas pluviais alimentando o lençol freático para dar origem às nascentes.

Vertente Côncava: são superfícies inclinadas que formam a conexão dinâmica entre a linha divisora de água e o fundo do vale (talvegue). Essa possui uma superfície com curva para dentro e com o ponto mais profundo no centro da curva.

Vertente Convexa: são superfícies inclinadas que formam a conexão dinâmica entre a linha divisora de água e o fundo do vale (talvegue). Com a característica de superfície curvada para fora, arredondada, boleada.

Vertente Retilínea

Vertissolo

Voçoroca:

Vulcanismo:

Vulcão: estrutura geológica em terra ou no mar, por onde extravasa magma, uma massa de rocha fundida de alta temperatura, constituída em grande parte de silicatos, misturados com vapor de água e gás. A saída do material magmático dá-se por um conduto – chaminé – cujo término superior tem, frequentemente, a forma de um funil – cratera – e pode ser ou não guarnecido por um cone vulcânico.


W


X

Xisto:


Y


Z

Zona climática:

Zona costeira:

Zona de Cisalhamento: faixa tectonizada extensa, relativamente estreita, caracterizada por apresentar rochas cataclasadas e milonitizadas em vários graus com termos extremos de deformação quebradiça, como brechas e cataclasitos, de níveis crustais mais rasos e de deformação dúctil, com milonitos, filonitos, blasto-milonitos, etc, de níveis mais profundos e aquecidos da crosta.

Zona de Deposição de Detritos:

Zona intertropical:

Zona sísmica:

Zona de Subducção de Placas Litosféricas